Diretoria da COOMIGASP rejeita proposta dos ocupantes da sede da cooperativa, por entender que afronta decisões judiciais

Curionópolis (PA) – A audiência de conciliação realizada no último dia 29 de julho, no âmbito do 7º CEJUSC, terminou sem acordo entre a COOMIGASP e o grupo que atualmente ocupa a sede da cooperativa ilegalmente.


Segundo a presidência da COOMIGASP, a proposta inicialmente discutida previa a devolução da sede em contrapartida à suspensão da assembleia que elegeu a atual diretoria. No decorrer da audiência, contudo, a proposta foi alterada para a entrega da sede fechada, condicionada à criação de uma comissão eleitoral.


Ainda durante os debates, surgiu a sugestão de formação de uma comissão composta por representantes dos grupos envolvidos no conflito, alternativa que também foi discutida durante a audiência. Após análise, a diretoria da cooperativa informou que rejeitou a proposta.


Em nota, a presidência afirmou que aceitar essa solução significaria abrir mão da legitimidade da diretoria eleita, cuja ata de eleição aguarda registro na JUCEPA, encontrando-se atualmente em fase de cumprimento de exigências formais.


A gestão sustenta que a assembleia eleitoral foi realizada em observância às determinações judiciais e que sua legitimidade está respaldada por decisões do Poder Judiciário. Na avaliação da diretoria, a criação de uma nova comissão eleitoral poderia comprometer esse processo de regularização institucional e gerar insegurança jurídica.


Outro ponto destacado foi a parceria firmada entre a COOMIGASP e a empresa Tectônica. Conforme a presidência, a eventual substituição da administração eleita poderia colocar em risco a continuidade desse projeto, que vem sendo contestado pelo grupo de oposição, afetando iniciativas consideradas estratégicas para o futuro da cooperativa e de seus cooperados.


Ao justificar a decisão, a diretoria afirmou que a proposta representaria um verdadeiro “suicídio institucional”, pois implicaria renunciar, na prática, ao resultado da assembleia já realizada, às decisões judiciais obtidas e ao processo de regularização em andamento perante a JUCEPA.


A presidência também reafirmou que permanece aberta ao diálogo e à busca de soluções consensuais, desde que respeitadas a legislação, o estatuto social da cooperativa e as decisões judiciais vigentes.


Com o encerramento da audiência sem conciliação, a expectativa agora é pela continuidade das medidas judiciais e administrativas relacionadas ao conflito, bem como pela conclusão do procedimento de registro da ata de eleição perante a JUCEPA.


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